quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Relógio

Com o intuito de não desperdiçar madeira, fiz um aproveitamento com retalhos inserviveis. Eucalipto e cedro rosa, foram a "base do negócio". Com cortes em ângulos de 22,5º, um rebaixo de 1X1cm, cola, um grampeador de estofador, martelo, pregos, furadeira, lixa, seladora e cera, eis que surge este objeto. Simples e muito fácil de fazer. Para se ter uma dimensão do que é o objeto em três hora de trabalho e um dia seco ei-lo aqui. Espero que goste!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Restauração

Aqui um modesto trabalho de restauração. Estava jogada ao relento. Havia remendos com prego, Eucatex e uma pintura muito desgastada. Estão desmontei-a, removi a tinta velha, uniformizei a superfície e coloquei uma madeira nova para o assento. Apliquei duas demãos de fundo. Três demãos de tinta esmalte sintético branca. Algumas coisas que não sabia é que entre demãos, a tinta DEVE estar seca e somente após 15 dias da última demão, você poderá fazer uso da peça. Neste tipo de trabalho você sempre aprende algo de novo. Resultado: eis aqui, uma cadeira nova! É de minha prima Mônica, que recentemente ganhou uma menina, a Joana que está com um mês a alguns dias. Uma fofinha, linda demais. Estou fazendo esta reforma como um presente para elas, a Mônica e a Joana. Espero que elas gostem, e que curta bastante a "nova" cadeira.

domingo, 22 de julho de 2012

Caixas

Caixa é uma palavra assim definida: classe gramatical substantivo feminino e masculino. Sim, isso mesmo quando se refere a um recipiente de madeira é feminino. Ou quando se trata de $$, é masculino, no caso do funcionário que tem a seu cargo o recebimento e o pagamento em dinheiro, ou ainda o (livro) caixa de contabilidade.
Mas deixando de lado esta parte da gramática, o grande poeta Carlos Drummond de Andrade, assim escreveu: “Há duas épocas na vida, infância e velhice, em que a felicidade está numa caixa de bombons”.
Neste caso a felicidade poderia sim estar contida nelas, depende de quem for utilizar.
Aproveitei meus rudimentares conhecimentos de matemática e fiz uso do numero aureo. Não sei se é de conhecimento de vocês, mas o este número retrata a beleza, que tem seguinte fórmula: o_núm1.jpg (2186 bytes)

A proporção entre a altura e a largura é esta. A partir dai temos as medidas de um objeto qualquer. Uma das caixas aqui apresentadas é de uso geral com quatro repartições. Toda em cedro. A outra é também em cedro, mas com revestimento em veludo. Uma técnica que aprendi recentemente. Já a última é uma caixa de chá. Feita em madeira de pinheiro araucária. Com encaixe endentado nas laterais, tampa com reforço e marchetada com um bule para chá. Essa técnica aprendi com o grande mestre Professor Curt Hoeltgebaum.
Aproveitem o visual. A primeira já tem dona, uma é a minha amiga Anny, mulher do meu querido amigo João Neumann. As outras estão no aguardo de um melhor destino.
Um grande abraço.


















quarta-feira, 28 de março de 2012

Matéria na Revista RG Móvel

É com grande orgulho que compartilho a matéria publicada na última edição da revista RG Movel (Edição 33) , podendo ser acessada na íntegra pelo endereço http://www.rgmovel.com.br/33/. Nela conto um pouco de minha história.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Caixa de Ferramentas

A palavra caixa, oriunda do latim capsa, é um Substantivo feminino e Substantivo masculino. Dependendo de seu uso. É um recipiente de vários formatos e materiais (papelão, metal, madeira, louça, alvenaria) usado para armazenamento ou guarda de objetos ou líquidos. Também, é o cercado com grades numa empresa ou casa bancária, onde gira valor em dinheiro de recebimentos e pagamentos. O Poeta Carlos Drummnond de Andrade escreveu: “Há duas épocas na vida, infância e velhice, em que a felicidade está numa caixa de bombons.”. Diversas finalidades têm uma caixa. Neste caso mais específico é para ferramentas. É uma caixa que segue os padrões egípcios de beleza, consagrado pelos gregos e imortalizado pelo matemático italiano Leonardo de Pisa, conhecido como Fibonacci, embora ela já tivesse sido descrita por matemáticos indianos.
Deste modo, a caixa apresenta “medidas ideais”. Na verdade, é uma caixa porta objetos. Ela é muito prática para se guardar e/ou transportar qualquer coisa. Possui as dimensões de 21 (A) X 34 (L) X 55 (C). Isto representa o número áureo da beleza. Os recursos utilizados foram madeira de compensado de onze milímetros, parafusos, dobradiças, alças, fechos, lixa, fundo para madeira e tinta esmalte sintético. O custo é de R$ 25,00. A mão de obra de três horas. Espero que gostem. Para quem quiser poderei ajudar a construir uma. É só me procurar. Abaixo as fotos ilustrativas.



sábado, 31 de dezembro de 2011

Quebra de Paradigma

Como você sabem, o ano de 2011 foi um ano muito difícil para mim. A Neiva (minha mulher), teve pela terceira vez, câncer. Foram quatro cirurgias, seções quimioterapia (por isso raspei o cabelo) e mais a radio terapia. Na segunda semana de dezembro o médico suspeitou de câncer de pulmão. Foi uma semana de muito sofrimento. Até que na quinta feira que antecedeu o Natal, veio o laudo do Pet-Scan, este constatou que não há mais câncer. Foi um prêmio da loteca. Todos nós ficamos felizes em saber desta boa noticia. Acredito com muita fé e perceverança que o ano de 2012 será bem melhor! E para encerar o ano de 2011, e começar um Ano Novo com o pé direito, resolvi desafiar a proposta do convencional do relógio. Para entender do estou falando, vou sintetizar como é que é o sentido dos ponteiros do relógio ou sentido horário, que no Inglês se abrevia como CW deClockwise, é o movimento circular de rotação num plano, que se desenvolve no topo do círculo para a direita, a seguir para baixo e depois para a esquerda, retomando o ponto original no topo. O movimento contrário, que vai no sentido oposto ao descrito, é o sentido contrário aos ponteiros do relógio, ou sentido anti-horário, que no Inglês se abrevia como CCW de Counterclockwise. Diz-se ainda que o sentido dos ponteiros do relógio é o "sentido positivo" e o sentido contrário aos ponteiros do relógio é o "sentido negativo".
Pois bem, com isso fiz um pequeno relógio que “anda” no sentido anti-horário. Aproveitei e fiz também um porta retrato. Utilizei-me de algumas madeiras, a saber: “maria preta” para o fundo, marupá para a moldura do porta retrato, e cedro rosa para a moldura do quadro. Comecei no dia 31-12-2011 de manhã, quando eram 20:30 estava findado. Eu gostei muito da proposta. Com isso quero iniciar bem o ano de 2012. Quem quiser fazer um igual, é bastante simples, lembrando que utilizei a sabedoria egípcia, ou seja, a proporção áurea. Por isso quando olhamos, da uma sensação gostosa ao observador.





terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Simplicidade

Por definição simplicidade é a qualidade daquilo que é simples, que não é composto. É a simplicidade dos elementos, ausência de complicação, simplicidade de raciocínio, naturalidade. É a falta de luxo, de pompa, de sofisticação. No entanto ao buscarmos este conceito para o trabalho, vemos que para as organizações poderem sobreviver e adquirir competitividade no próximo milênio é necessário introduzir a cultura da simplicidade nas suas atividades. A simplicidade sempre ajuda as pessoas a trabalhar de modo mais inteligente, proporcionando maior agilidade e flexibilidade através da simplificação dos processos. Precisamos voltar à nossa atenção às coisas simples, pois as melhores soluções, às vezes são as mais simples. Mas, sempre tem um mas, é preciso que os nossos pensamentos e a ações sejam simples. E para atingir este objetivo é necessário que adaptássemos a simplicidade em nossas vidas. Bom, muito papo filosófico vamos ao que interessa. Aproveitando sobras de construção civil, fiz um banquinho de uma madeira que, apesar de nobre, não gosto. É o cambará, mas como não costumo desperdiçar madeira, resolvi fazer um banquinho, super simples. No entanto há outro, cuja beleza salta aos olhos, é o da madeira mais bela de Santa Catarina, o ariribá. Esta madeira eu conheci o seu nome na tenra idade. Porem só foi possível conhecê-la faz pouco tempo. Foi amor a primeira vista. Somente pessoas especiais são agraciadas com os trabalhos que faço nesta madeira. É rara, difícil de ser encontrada. Mas o paradoxo do estado da arte ai está, fazendo um contraponto com a simplicidade. É extremamente simples de fazer o banquinho, qualquer pessoa, que possua algum traquejo com as mãos, poderá chegar a um resultado até melhor que este. Chega de lero-lero e vamos às fotos.